"A Invenção dos Fósforos"
| cetaps.description.printingName | Imprensa Beleza | |
| cetaps.publisher.city | Lisboa | |
| cetaps.researcher | Marques, Gonçalo | |
| cetaps.source.place | J. 2628 B. | |
| cetaps.text | A invenção dos fósforos Os fósforos enxofrados são conhecidos há muitos séculos. Marcial, nas suas obras, fala dos amoladores que os vendiam no Fórum e pelas ruas onde viviam as classes opulentas. Os fósforos, enxofrados em ambas as extremidades, eram de grandes dimensões e usados especialmente nas noites em que se efectuavam as Saturnais. No Paris da Edade Média, os vendedores de fósforos passavam pelas ruas dando um grito especial, e os fósforos côr de rosa muito enxofrados eram os mais estimados. Em 1835 é que se aplicou o clorato de potassa á massa fosfórica para ser aplicado ás acendalhas inflamáveis por meio de fricção Deu-se então a aparição dos primeiros fósforos químicos que foram fabricados na Alemanha. Um indivíduo qualquer trousse alguns pacotes de Berlim que fez analisar por um farmaceutico. O segredo da sua composição passou de Paris a Londres e dois químicos rivalizaram em astucias para angariar fortuna, mas os fósforos ingleses não tiveram tanto exito como os franceses. A fabricação entrou rapidamente no domínio público, porque nenhum privilégio protegia o inventor anónimo e em 1863 foi lançado um imposto sobre os fósforos. Tendo os fósforos brancos ordinários ocasionado acidentes mortais, foram substituídos, por indicação dos professores da Escola de Alfort, pelo fósforo vermelho, chamado amorfo, que não apresentava nenhum perigo de envenenamento ou incêndio. Esses fósforos foram denominados higiénicos e de segurança e a química passou pelos palitos andróginos e antifosfóricos, antes de chegar ás composições actuais, que não estão por certo ao abrigo de toda a crítica nem se disse ainda sobre elas a última palavra. | |
| dc.contributor.author | Anónimo | |
| dc.date.accessioned | 2025-04-17T14:52:31Z | |
| dc.date.available | 2025-04-17T14:52:31Z | |
| dc.date.issued | 1925-12-15 | |
| dc.description.abstract | Breve história dos fósforos, onde o autor dá conta de que, apesar de terem sido feitas experiências em Londres baseadas na fórmula que granjeara já sucesso na Alemanha, os fósforos ingleses não tiveram tanto sucesso como os franceses. | |
| dc.format.extent | 16 | |
| dc.identifier.uri | https://cetapsrepository.letras.up.pt/id/cetaps/131966 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Alexandre de Assis | |
| dc.relation.ispartof | Renovação: Revista Quinzenal de Arte, Literatura e Actualidade | |
| dc.relation.ispartofvolume | 12 | |
| dc.rights | http://purl.org/coar/access_right/c_14cb | |
| dc.subject | Tecnologia | |
| dc.title | "A Invenção dos Fósforos" | |
| dc.type | Article |
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