“Lisboa-Contemporânea”

cetaps.description.printingNameImprensa Libânio da Silva
cetaps.publisher.cityLisboa
cetaps.researcherAlice Laurentino
cetaps.source.placehttps://pt.revistasdeideias.net/pt-pt/contemporanea
cetaps.textLISBOA-CONTEMPORANEA Desde que ali no Rocio fizeram saltar o primeiro pedragulho da reforma, que um borborinho enorme se levantou entre as gentes – e até na imprensa – contra o vandalismo da Camara Municipal. Ora uma injustiça destas, fére! A má-fé política com que metem a ridiculo e anavalham a obra, está representada em minoria. A maioria compõe-se daquele género de tolos para quem tudo quanto os outros fazem está mal feito, porque não foram consultados nem ouvidos. O português tem certo apêgo aos tempos do “agua-vai”. Fazem-lhe enovações, e ainda elas estão em vê-lo-hemos, já ele grita, ridiculariza e descirtua. Depois de tudo pronto, cala–se convencido. Ora para fazer semelhante figura, melhora fôra que falasse no fim, se viesse asneira.Mesmo quando é viajado – o que raras vezes sucede – o portuguez visita apenas museos e monumentos para dizer que os viu aos que preguntam por êles. não se fixa em pormenores de arruamentos, detalhes de edificios, caracteres desta ou daquela avenida, porque ficava sabendo que uma capital moderna não tem uma praça principal como nós tinhamos o Rocio. Aquele monstruoso “plateau” onde passava meio duzia de gatos e os vadios tomavam sol, nem era ao menso respeitavel como patrimonio d’arte! Não aquilo já satisfez uma geração diferente em outra época. E não se arrependa a Camara Municipal. comoeça bem a penitencia das muitas asneiras e desleixos que tem praticado. Seria conviniente que nçao descuidasse das medidas de higiene das ruas da cidade. Ser reformador é com, mas ser aceado tambem não é mau. E ainda por ahi ha muito a civillizar. Por exemplo: O enorme e desolador Terreiro do Paço. Porque se não faz d’ali uma grande praça? Porque se não movimenta tudo aquilo á maneira do Palais Royal de Paris, abrindo ao comercio as lojas das arcadas? Dscongestionem a Baixam que na acepção de “City” está limitada ao Rocio e aos quarteirõs da rua do Ouro e rua Augusta. Se falta dinheiro é dizer! O povo tem pago até hoje tudo quanto lhe pede… Apareceu ali no Nacional mais uma tradução dum tradutor conhecido com originais á venda. Referimo.nos á peça: “The fan of lady Windermer” de Oscar Wilde, traduzida por: “O leque de lady Margarida” pelo sr. julio Dantas. Ora se este senhor tivesse feito a tradução directamente do original, e alguma coisa soubesse de inglez, não cairia na seguinte asneira: – A lady da peça é esposa de lord Windermere; “lord” que equivale ao nosso “conselheiro” ou “comendador” portanto só pode ser designada por “lady” Windermere. Por “Lady Margarida” seria apenas no caso do apelido Windermere ser nobiliarquico por ascendentes proprios dela. E’ importante a diferença. E se o tradutor lêr com maior scrúpulo a tradução donde traduziu, verá qie p autor nunca a designa senão pelo apelido matrimonial. – Situações adquiridas por conta do Estado… Brevemente iniciará a sua olaboração o Doutor José Gomes Mota focando sob o ponto de vista-kuridico as mais importantes questões da nova organisação da nossa vida social. Pede-nos o sr. Fernando Pessoa que indiquemos que houve um lapso ou erro de citação no trecho de Winckelmann, na fórma que lhe deu o sr. Avaro Maia ao trascrevel-o de estudo Antonio Botto e o Ideal esthetico em Portugal, em que apparece traduzido. Onde o sr. Alvaro Maia transreve “tem de ser concebida”, está na tradução transcrita “tem que ser concebida” – exactamente como em portuguez.
dc.contributor.authorAnónimo
dc.date.accessioned2025-04-17T14:20:58Z
dc.date.available2025-04-17T14:20:58Z
dc.date.issued1922-11
dc.description.abstractNa secção inicial do jornal, onde se exibem várias notícias da actualidade, utilizam-se os anglicismos “city”, “lord” e “lady”. Acresce que a peça de teatro The Fan of Lady Windermere, de Oscar Wilde (1854-1900), é mencionada para criticar a tradução da mesma, de inglês para português, levada a cabo por Júlio Dantas (1876-1962).
dc.format.extent1
dc.identifier.urihttps://cetapsrepository.letras.up.pt/id/cetaps/131951
dc.language.isopt
dc.publisherAgostinho Fernandes
dc.relation.ispartofContemporânea
dc.relation.ispartofvolume6
dc.rightshttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.subjectLíngua Inglesa e Anglicismos
dc.subjectLiteratura
dc.subjectTradução
dc.title“Lisboa-Contemporânea”
dc.typeArticle

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