Pêros, avelãs e figos: Os Vegetarianos utópicos de há 100 anos
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“Órgão oficial” da Sociedade Vegetariana de Portugal e do Núcleo Vegetariano de Lisboa, mas também de várias associações vegetarianas do Brasil, O Vegetariano foi fundado no Porto em 1909 por um grupo de naturistas. Publicado ininterruptamente até 1935, data da morte do seu proprietário, o Prof. Manuel Teixeira Leal, o periódico assumiu-se como plataforma de encontro da comunidade vegetarista portuguesa nas primeiras décadas do século XX. A revista visava a divulgação e promoção do regime dietético, bem como da sua filosofia e modo de vida, aspirando a contribuir para uma transformação utópica da sociedade.
Começou como “Mensário Naturista Ilustrado”, mas nos seus últimos anos de vida, O Vegetariano estava irreconhecível, apresentando-se como um “Jornal de Higiene, Terapêutica Natural, Horticultura, Pomicultura, Floricultura, Educação e Turismo”. Todo o seu potencial transformador da sociedade foi abafado pela doutrina glorificadora da nação imposta pelo Estado Novo.
Esta é uma história que importa conhecermos melhor para compreendermos por que motivo teve o vegetarianismo tantos adeptos há cem anos, e por que razão não temos hoje memória dos nossos antepassados vegetarianos.
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