[Sem Título]
| cetaps.publisher.city | Lisboa | |
| cetaps.researcher | Alice Laurentino | |
| cetaps.source.place | J. 3321 M. | |
| cetaps.text | As superstições que teem por objecto os cães são tão numerosas como antigas. Os hindús, por exemplo, atribuem a esses nossos irmãos todos os males que assaltam seus filhos, e, para neutralizar, senão anular, a influencia nefasta do bicharôco, fazem sacrificar um animal dessa espécie como “victima propiciatoria”. Na antiga Persia, empregava-se o cachôrro para afugentar os espíritos malignos que se supunha esperavam as almas dos que acabavam de entrega-la á Natureza. Para os negros sul-africanos, o cão é um animal absolutamente indesejável. Segundo acreditam eles, no paraíso em que viviam felizes nossos pais, estava de guarda um cão, o qual permitiu a entrada ali ao diabo… Esse descuido do cão, originando toda a grande tragédia que é a vida no homem, na terra, soube atrair para toda a familia canina o ódio implacável dos negros do Sul da Africa… Para o hebreu o cão é um animal imundo, indigno por isso de qualquer consideração. Na Inglaterra, e notadamente entre os habitantes do campo, são sem conta as superstições acerca desse animal tido como mais fiel que o homem. Se por acaso ele esfrega o focinho numa porta, é sinal de mau tempo. Se rosna enquanto dorme, quer isso dizer que se trama algum mal contra uma das pessoas da casa. Quando se dá o caso de um cão passar entre dois amigos que conversam, pode-se ficar certo de que a amizade de ambos está ameaçada. Finalmente, quando um cão desconhecido vos seguir, movendo a cauda, está ele a anunciar que em breve recebereis uma carta, e se ladra num sábado á noite, podeis ficar seguros de que o dia seguinte será… domingo. | |
| dc.contributor.author | Anónimo | |
| dc.date.accessioned | 2025-04-15T12:27:29Z | |
| dc.date.available | 2025-04-15T12:27:29Z | |
| dc.date.issued | 1924-06-09 | |
| dc.description.abstract | O texto apresenta diversas superstições sobre cães em diferentes culturas. Na Inglaterra rural, o cão é considerado premonitório, visto crer-se que o seu comportamento indicia algo por acontecer, como mau tempo por vir. | |
| dc.format.extent | 5 | |
| dc.identifier.uri | https://cetapsrepository.letras.up.pt/id/cetaps/131555 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Carlos Maria Coelho | |
| dc.relation.ispartof | A Batalha: Suplemento Literário e Ilustrado | |
| dc.relation.ispartofvolume | 28 | |
| dc.rights | http://purl.org/coar/access_right/c_abf2 | |
| dc.subject | Sociedade | |
| dc.title | [Sem Título] | |
| dc.type | Article |
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- As superstições que teem por objecto os cães (9 de junho de 1924, nº 28, p. 5).jpg
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