“Ideias e factos. Rudyard Kipling e Sir James Frazer, doutores honorários da Universidade de Paris”

dc.contributor.authorVasconcelos, Amadeu de
dc.date.accessioned2024-04-19T10:04:01Z
dc.date.available2024-04-19T10:04:01Z
dc.date.issued1922-02-25
dc.description.abstractNum artigo que celebra a atribuição de um doutoramento honoris causa ao escritor Joseph Rudyard Kipling (1865-1936) e ao antropólogo escocês Sir James Frazer (1854-1941), para além de se reflectir sobre o sucesso que ambos tiveram em França, enunciam-se outros escritores ingleses – Charles Dickens (1812-1870) e Walter Scott (1771-1832) –, que não granjearam do mesmo sucesso de Kipling, cuja obra de maior sucesso terá sido The Jungle Book (1894). Relativamente a Sir James Frazer, antropólogo social e especialista na área do mito e da religião, recordam-se a temporada passada como docente na Universidade de Liverpool e alguns dos seus trabalhos de maior sucesso.
dc.description.authorDate1879-1952
dc.description.printing_nameA. Pinto d’Almeida
dc.format.extent26-27
dc.identifier.urihttps://cetapsrepository.letras.up.pt/id/cetaps/114449
dc.language.isopor
dc.publisher.cityPorto
dc.relation.ispartofA Vida Intelectual de Paris
dc.relation.ispartofvolume1
dc.researcherMarques, Gonçalo
dc.rightsmetadata only access
dc.source.placeBN J. 2687//5 B
dc.subjectLiteratura
dc.subjectCiência
dc.textRudyard Kipling e Sir James Frazer, doutores honorários da Universidade de Paris. - Em 19 de novembro, a Universidade de Paris conferiu, numa festa solene, o título de doutor honoris causa a Rudyard Kipling e a Sir James Frazer. Kipling, cujo filho foi morto na guerra, perto de Lens, não tinha necessidade de ser consagrado literàriamente perante o público francês. O célebre autor do Livro da Jungle é extremamente popular em França. Não ha mesmo exemplo duma tal popularidade em França para um autor anglo-saxão, desde Dickens e Walter Scott, Mas a Universidade de Paris não quis só honrar o mais célebre autor inglês de hoje; quis também prestar homenagem ao grande amigo da França que sempre esteve ao lado dela, não só durante a guerra, mas muito antes dela estalar. É bem sabido que Kipling tinha predito a guerra com a Alemanha, em 1902, e em 1909 dizia ao escritor francês, hoje Académico, André Chevrillon: «Vós franceses e nós, só temos uma coisa a fazer, é prepararmo-nos para esta guerra. » E esquecida não era a sua admirável composição poética França, publicada em 1913, na qual, depois de recordar as lutas seculares da França e da Inglaterra, concluía que duas nações que puderam bater-se durante séculos conservando sempre a estima uma pela outra, tinham de marchar no futuro de mãos dadas. Em Sir James Frazer, professor de Social Anthropology na Universidade de Liverpool, quis a Universidade de Paris honrar o sábio eminente do folklore e do totemismo, cuja obra, hoje conhecida do mundo inteiro nas suas principais conclusões, se acha distribuída pelos 13 volumes de The Golden Bough, A study in Magie and Religion; pelos 4 volumes de Totemism and Exogamy; e pelas Lectures on the early history of Kingship, sem falar nos numerosos estudos de revistas.
dc.title“Ideias e factos. Rudyard Kipling e Sir James Frazer, doutores honorários da Universidade de Paris”
dc.typeartigo de imprensa

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