"No Pelourinho: O Sr. Freire d'Andrade e a sua Missão ao Sul da África"

cetaps.description.printingNameTipografia da Associação dos Compositores Tipográficos
cetaps.publisher.cityLisboa
cetaps.researcherMarques, Gonçalo
cetaps.source.placeF. 3557-3582
cetaps.text[No Pelourinho] O sr. Freire d'Andrade e a sua missão ao Sul da África O Sr. Freire de Andrade, de certo exigido, requisitado pelo sr. Brito Camacho para suprir neste competências que sobejam no primeiro, - vai negociar o tratado luso-transvaliano. O Sr. Freire de Andrade, ministro dos negócios estrangeiros em Agosto de 1914, principal actor da desgraçada e tão ignorada política que nos libertou a honra, a liberdade e o potencial patriótico da nação durante a grande guerra. O Sr. Ministro dos Estrangeiros conhece e admira, como nós, o poder do trabalho e os méritos do Sr. Freire de Andrade, e não ignora como êles não evitaram as vergonhas que, no Livro Branco, marcam dolorosamente as datas de 14 de Agosto de 1914, em que o Ministro dos Estrangeiros português acede incondicionalmente a um pedido da nossa aliada sem o condicionar nos termos das instruções que, em 5, nobremente lhe entregara, pelo seu governo, Sir Carnegie; - de 9 de Dezembro, com o telegrama enviado à legação de Berlim com instruções contrariando, em essência, o voto do Conselho de Ministros que por maioria resolvera fazer reclamações à Alemanha pela violação do território de Angola e bárbaros morticínios de Cuanxai, Mucusso, Dorico, etc., em que portugueses foram cobardemente trucidados, acrescentando: «Resolução fazer reclamação foi tomada Conselho de Ministros por maioria pois minha opinião foi contrária acerca oportunidade, por entender não devemos tomar iniciativa, enquanto dignidade, honra do pais não forem ofendidas...»! Era na altura em que a politica insexuada do Sr. Freire. de Andrade permitira ao governo de Sir E. Grey as soluções que nos impuseram tamanho silêncio e tal desprêso que só em Fevereiro de 1916 nos rehabilitamos dêste, para, hoje ainda, as páginas do Livro Branco quedarem silenciosas e amordaçadas... E os telegramas, de Novembro de 1914, ao comandante Roçadas? As instruções que tornam o governo de então responsável do ultraje e das mortes de Naulila? O Sr. Freire de Andrade, cujos dotes de trabalho e competência excedem, em altura, a noção que tem do patriotismo e da linha moral necessária à nossa Pátria em concurso com outras, vai, decerto a convite do Sr. Brito Camacho, seu colaborador e cúmplice, negociar, pela Pátria, o tratado luso-transvaliano... Que não havia mais gente decerto... E as pátrias, segundo certa gente, vivem mais da competência dos técnicos que do amor, da pureza e do espírito formoso dos seus Cavaleiros!
dc.contributor.authorAnónimo
dc.date.accessioned2025-04-15T09:07:12Z
dc.date.available2025-04-15T09:07:12Z
dc.date.issued1922-03-15
dc.description.abstractComentário crítico da posição ocupada por Alfredo Augusto Freire de Andrade (1859-1929) enquanto negociador do tratado luso-transvaliano, lembrando, com recurso às referências Sir Lancelot Carnegie (1861-1933) e Sir Edward Grey (1862-1933), a desregrada relação de Freire de Andrade com o governo inglês durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
dc.format.extent270
dc.identifier.urihttps://cetapsrepository.letras.up.pt/id/cetaps/131506
dc.language.isopt
dc.publisherEmpresa de Publicidade Seara Nova
dc.relation.ispartofSeara Nova: Revista Quinzenal de Doutrina e Crítica
dc.relation.ispartofvolume10
dc.rightshttp://purl.org/coar/access_right/c_14cb
dc.subjectPrimeira Grande Guerra
dc.subjectPolítica
dc.title"No Pelourinho: O Sr. Freire d'Andrade e a sua Missão ao Sul da África"
dc.typeArticle

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