Travels through Portugal and Spain, during the Peninsular War

dc.contributor.authorGraham, William
dc.contributor.editorSir Richard Phillips and Co.
dc.date.accessioned2/29/24 7:45
dc.date.available2/29/24 7:45
dc.date.issued1820
dc.descriptionEsq.
dc.description.informationsADVERTISEMENT O Editor desta obra afirma, no prefácio, que ela não foi escrita para ser publicada, o que só traz vantagens: "because it too often happens that travels written for publication, are accomodated to public prejudices, and assume a formality of style and manner incompatible with the pleasure afforded by this species of composition, when it results from the unsophisticated feelings of the writer, derived from local circumstances." RESUMO DA OBRA Trata-se do relato do itinerário percorrido pelo autor desde que parte de Dublin (com a finalidade de servir o exército de Wellington na guerra peninsular) até voltar a Inglaterra, tendo passado por Portugal, Espanha e França. William Graham chega a Lisboa a 17 de Novembro de 1812 e percorre o Norte do país, sobretudo a região das Beiras, passando em seguida por toda a zona litoral entre a Figueira da Foz e o Porto, atravessando depois as povoações entre Guimarães e Bragança e cruzando finalmente a fronteira para Espanha de 26 de Maio de 1813. São descritas, a par e passo, todas as terras por onde o autor se detém, bem como as distâncias entre elas, a sua localização geográfica e o tipo de paisagem. Devido ao objectivo da viagem e às funções específicas de W. Graham como membro da Comissão de Abastecimento das tropas britânicas, o relato é caracterizado por bastante precisão e objectividade e não são feitas grandes análises sobre as características da cultura e do povo de Portugal. No entanto, o autor denota um certo interesse e curiosidade em conhecer o maior número possível de aldeias, vilas e cidades portuguesas, bem como de registar os monumentos de maior beleza e os aspectos ou episódios mais exóticos ou típicos deste país. São, sobretudo, criticados os seguintes pontos: - o atraso da agricultura portuguesa; - a má qualidade das estradas; - a pobreza das gentes e povoações; - a falta de higiene. Em tom de elogio, o autor foca: - a beleza da paisagem; - a imponência de certos monumentos, sobretudo conventos e castelos; - a simpatia e afabilidade das pessoas. Embora procure ser objectivo e ausente de preconceitos, este autor deixa-se levar, por vezes, pela impressão do momento (quer positiva, quando contempla algo de muito belo, quer negativa, quando é vítima de circunstâncias difíceis ou se vê envolvido em problemas) e detém-se, então, em descrições de carácter poético, deixando perpassar o gosto por valores românticos como a melancolia, a imaginação, o sublime, o grotesco, etc. A sua obra resulta, assim, da necessidade de um espírito científico de observação e rigor, atenuado pelo registo de impressões pessoais, sentimentos e opiniões menos objectivas.
dc.format.extentIV, 88 pp.
dc.identifierRes. 3913 P. / F. 2862
dc.identifier.other21
dc.identifier.otherA
dc.identifier.urihttps://purl.pt/17174
dc.identifier.urihttps://cetapsrepository.letras.up.pt/id/cetaps/113884
dc.language.isoeng
dc.publisher.addressBride Court, Bridge Street
dc.publisher.cityLondres
dc.publisher.countryInglaterra
dc.rightsmetadata only access
dc.source.placeB.N.
dc.subjectLiteratura de viagem
dc.titleTravels through Portugal and Spain, during the Peninsular War
dc.typebook
dspace.entity.typePublication
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