“O que Todos Devem Saber…: Spinoza”
| cetaps.publisher.city | Lisboa | |
| cetaps.researcher | Alice Laurentino | |
| cetaps.source.place | J. 3321 M. | |
| cetaps.text | Spinoza nasceu em Amsterdan em 1632 e morreu em Haya em 1677. Originário de uma família judia, - seus pais eram judeus portugueses que tinham fugido à perseguição que em Portugal lhes era movida, - recebeu uma brilhante educação. A par de línguas clássicas aprendeu o hebreu e adquiriu noções extensas sôbre historia religiosa, política e crítica do judaismo, e dos livros que lhe servem de monumentos nacionais. As dúvidas que emitiu sôbre a autenticidade dos textos religiosos, fizeram com que fôsse excomungado pela sinagoga. Sôbre êle provavelmente influíram as obras de Descartes e de Giordano Bruno. O Eleitor Carlos Luís ofereceu-lhe uma cadeira na universidade de Helldelberg, mas Spinoza declinou o encargo, para se libertar de quaisquer restrições que poderiam impor ao seu pensamento. Tendo lhe sido oferecida uma pensão para que se dedicasse um livro seu a Luis XVI de França, recusou-a com desdem. Preferiu sempre viver com pouco a dever auxílios à generosidade alheia: ganhava a vida polindo vidros para microscópios. A sua existência era consagrada à meditação. Seu organismo foi maltratado pela doença tanto como seu espírito pelas perseguições de que foi vítima; porém nunca se queixava. Simplicidade, paciência, heroismo, grande stoicismo, sobretudo um coração bonboso, foram as feições principais do seu admirável carácter. Espantava a quem o conhecia pela pureza e amenidade de seus sentimentos. Deixou as seguintes obras: As duas primeiras partes dos Princípios de Descartes demonstradas geométricamente; Tratado de Deus, do homem e da Bem-aventurança; De emanatione intellectus; Epistolae; Compendium grammatices linguae hebrae. Spinoza exerceu grande influência nos metafísicos que se lhe seguiram como sôbre os poetas; Goethe, Worsworth e Shelley se nele inspiraram. A essência do seu pensamento tem sido apropriada pelo panteismo poético das modernas interpretações na natureza e pelo ateismo que tem gradualmente libertado o espírito humano. | |
| dc.contributor.author | Anónimo | |
| dc.date.accessioned | 2025-04-15T10:48:17Z | |
| dc.date.available | 2025-04-15T10:48:17Z | |
| dc.date.issued | 1924-06-16 | |
| dc.description.abstract | Referência aos ingleses William Wordsworth (1770-1850) e Percy Shelley (1792-1822). | |
| dc.format.extent | 6 | |
| dc.identifier.uri | https://cetapsrepository.letras.up.pt/id/cetaps/131554 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Carlos Maria Coelho | |
| dc.relation.ispartof | A Batalha: Suplemento Literário e Ilustrado | |
| dc.relation.ispartofvolume | 29 | |
| dc.rights | http://purl.org/coar/access_right/c_abf2 | |
| dc.subject | Poesia | |
| dc.title | “O que Todos Devem Saber…: Spinoza” | |
| dc.type | Article |
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- O que todos devem saber… Spinoza” (16 de junho de 1924, nº 29, p. 6).jpg
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