“Charlot Aclamado em Londres”
| cetaps.publisher.city | Lisboa | |
| cetaps.researcher | Alice Laurentino | |
| cetaps.source.place | J. 2507 M. | |
| cetaps.text | Charlot chegou a Londres, mas é como se chegasse ao mesmo tempo, a Paris, a Madrid, a Berlim, a Bruxelas, a Lisboa, porque todos os jornais tratam da recepção que lhe foi feita e já em muitos cinemas êle surge, bonito, glabro, bem diferente da personagem extravagante tão amada pelo público, sorrindo, saudando quási tão gravemente como um soberano aclamado por uma turba. E’ que Charlie Chaplin – Charlot – é, realmente, um rei, o rei do riso, o rei da gargalhada, o que faz delirar o povo mais maxombo, o mais triste, o mais batido, por uma catástrofe, ao aparecer com os seus sapatos de palmo e meio, o seu bigode singular. E seu trajo que o mundo reconhece tato que em toda a parte há um seu imitador, abusando do seu nome, sendo o Charlot francês, o Charlot belga, o Charlot espanhol, o Charlot português. Basta evocar as sonantes sílabas que constituem o seu título para um sorriso aflorar aos lábios. Nos hoteis, mesmo como um simples viajante, sem caracterisação, os creados servem-no com um ar de riso, poque é o outro que eles relembram, o que lhes aparece no écran, como um bom lenitivo para todas as amarguras da vida. Londres fez-lhe uma recepção tão festiva que chegou a meter a larga intervenção da policia para conter os admiradores e admiradoras do cómico famoso que, por sua vez, ria, mas os graves polícias londrinos desta vez perderam a gravidade costumada, pediam ordem e... riam também. E’ tal o poder do contágio dum deus do riso que até desenruga a fronte meditativa e severa da mais severa autoridade do mundo, o policemen. | |
| dc.contributor.author | Anónimo | |
| dc.date.accessioned | 2025-04-09T11:36:26Z | |
| dc.date.available | 2025-04-09T11:36:26Z | |
| dc.date.issued | 1921-09-22 | |
| dc.description.abstract | Descrição da chegada de Charlie Chaplin (1889-1977) a Londres, com destaque para a recepção calorosa e festiva que recebeu, não só na cidade, mas em várias outras capitais europeias, como Paris, Madrid e Lisboa. Chaplin, enquanto Charlot, é descrito como o "rei do riso", conquistando o público com o seu estilo único e cómico, facilmente reconhecível pelo seu visual característico. O artigo enfatiza o impacto universal de Chaplin, que consegue arrancar risos até aos mais tristes e às autoridades, como os polícias de Londres, que, ao tentar controlar a multidão, também se rendem ao carisma do actor. | |
| dc.format.extent | [s.p.] | |
| dc.identifier.uri | https://cetapsrepository.letras.up.pt/id/cetaps/131242 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Carlos Ferrão | |
| dc.relation.ispartof | ABC: Revista Portugueza | |
| dc.relation.ispartofvolume | 63 | |
| dc.rights | http://purl.org/coar/access_right/c_abf2 | |
| dc.subject | Cinema | |
| dc.subject | Iconografia | |
| dc.title | “Charlot Aclamado em Londres” | |
| dc.type | Article |
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- Anónimo. “Charlot aclamado em Londres” ABC Revista portugueza, 22 de Setembro de 1921, sp..jpeg
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